quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


BMW K 1600 GT é eleita Moto do Ano 2011

BMW K 1600 GT é eleita Moto do Ano 2011
Touring alemã é vendida no Brasil por R$ 99.500


A BMW K 1600 GT foi escolhida “International Bike Of The Year 2011”, reconhecimento máximo da premiação organizada pela revista belga Motor Wereld. O anúncio foi feito durante o Salão de Bruxelas, que acontece na Bélgica até o próximo domingo (22). O prêmio é decidido por um júri internacional composto por jornalistas especializados de 25 publicações focadas em motocicletas. 

De acordo com o júri, a K 1600 GT – eleita com 41 pontos – se destaca pela combinação de conforto, performance e inovações tecnológicas. A moto é equipada com um motor de seis cilindros em linha e dispõe de recursos como freios com ABS, controle de tração, sistema de navegação e suspensão ajustável eletronicamente. O modelo alemão é a aposta da BMW para o segmento de touring e custa a partir de R$ 99.500 no Brasil. 

A marca da Baviera ainda apareceu mais duas vezes entre as cinco motos mais bem avaliadas pelo júri internacional. A versão topo de linha K 1600 GTL, à venda no Brasil por R$ 108.500, aparece na quarta posição, com 18 pontos, enquanto a S 1000 RR – campeã de 2010 – empatou com a Kawasaki ZX 10R e ficou em quinto lugar, com 16 pontos. O prêmio de vice-campeã foi para a Ducati Diavel, que somou 32 pontos do júri, e a Aprilia Tuono V4 APRC levou o terceiro lugar, com 22 pontos. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


Palio Sporting veste traje de atleta para ser o melhor da linha.

  • Hatch carrega no visual esportivo e consegue reunir bom desempenho e economia
    Hatch carrega no visual esportivo e consegue reunir bom desempenho e economia
Aos poucos os carros nacionais com apelo esportivo deixam a profusão de acessórios, adesivos e penduricalhos inúteis de lado para carregarem alterações mais, digamos, palpáveis. Os principais exemplos encontram-se na gama Fiat, que, além das versões T-Jet de Bravo, Linea e Punto, conta com Idea e Uno Sporting. Ao contrário do primeiro grupo, que tem um motor turbinado e exclusivo, estes se apoiam somente em suspensões mais firmes, rodas maiores e identificação visual distinta para se dizerem esportivos. Em alguns casos, como o do Idea, o resultado é positivo: ele anda e faz curva bem. O Uno, por sua vez, deixa a desejar, apesar do ganho em dirigibilidade.
O mais novo integrante dessa turma é o recém-renovado Palio, que estreou sua versão Sporting juntamente com o restante da linha. E, felizmente, o hatch pende para a turma do Idea: o motor E-torq 1.6 16V garante um bom fôlego ao hatch nas retas, enquanto a suspensão mais firme evita que a carroceria incline demais em curvas, comportamento que a Fiat já havia combatido, em parte, nos Palio "normais". O resultado: o Palio Sporting é, de longe, a melhor versão do modelo em termos de desempenho, dirigibilidade e conforto.
O Palio Sporting é vendido em duas configurações:

Fiat Palio Sporting 1.6 16V -- R$ 41.310
Fiat Palio Sporting 1.6 16V Dualogic -- R$ 43.830


Como é de praxe, ao buscar versões mais completas de carros com apelo popular o comprador acaba entrando numa outra faixa de preço e, consequentemente, têm a opção de comprar carros de segmento superior. Restringindo-se à Fiat, o cliente do Palio Sporting pode economizar R$ 720 e levar para casa um Fiat 500 Cult, que, apesar de menor, é mais estiloso e bem acabado que o Palio -- ou então pagar R$ 230 a mais do que a versão Dualogic e adquirir um Punto Essence 1.6 16V, com todas as vantagens de ser um carro de um segmento superior.
MAQUIAGEM CARREGADA
UOL Carros avaliou uma unidade do Palio Sporting dotada de câmbio manual ao longo de 1.370 km, na cidade e na estrada (incluindo um trajeto de ida e volta entre São Paulo e Rio de Janeiro).


Sabe aquele atleta de final de semana que, num inocente futebol entre amigos, veste uniforme completo, caneleira e chuteira da moda? O Palio Sporting segue a filosofia do "não basta ser atleta, tem de parecer profissional". Isso pode ser visto nos adesivos que aludem à versão e numa inexplicável imitação de saída de ar nas laterais do carro. Mas também há pontos positivos, como as rodas aro 16 polegadas, de desenho agradável e totalmente funcionais, auxiliando na estabilidade do carro.

Outro ponto que chamou a atenção no carro avaliado, ainda mais na cor "amarelo Indianápolis", foi a grande semelhança visual com o Punto T-Jet. Os apliques de plástico escuro nos arcos dos paralamas e em outras partes da carroceria, somados aos faróis ovalados com máscara negra, ajudam nessa sensação.
O Palio testado era completo (o que elevaria seu preço a salgados R$ 45.782). Isso significa que ele estava equipado com ar-condicionado, trio elétrico, airbag duplo e lateral, som com interface USB e entrada para iPod, retrovisor eletrocrômico e sensores de chuva e crepuscular e volante multifuncional revestido de couro. A lista é extensa e torna esse Palio interessante, mas basta atentar para a profusão de plásticos na cabine -- de boa aparência e bem-acabados, sejamos justos -- para notar que estamos num carro de segmento inferior.
E ANDANDO?
Definir o comportamento dinâmico do Palio Sporting é simples: ele anda bem, é gostoso de dirigir e bebe pouco. Como dito anteriormente, a suspensão mais firme dota o carro de um apetite para curvas que não é visto em nenhuma versão da linha. E isso não significa que o carro tenha ojeriza a pisos irregulares: o acerto ficou tão bom que deveria ser copiado para os demais Palio, sem o risco dos compradores reclamarem que o compacto ficou desconfortável.
Um exemplo desse bom acerto ocorreu numa situação comum: o motorista dirige por uma pista expressa e, em um momento de distração, repara que precisa entrar por um acesso que está mais próximo do que parecia.  Essa prova involuntária foi cumprida sem o menor problema pelo Palio Sporting, que ainda encarou o asfalto irregular do acesso sem esboçar sair de frente, o que seria normal -- e perigoso -- nos demais carros da linha. Aqui, vale uma ressalva: equipado com rodas de 16 polegadas e pneus de perfil baixo, o Palio Sporting requer atenção extra ao ser conduzido em estradas sob chuva, devido à tendência, maior do que o normal, de ocorrer aquaplanagens.
O Palio Sporting não esgota suas qualidades nas curvas. O motor 1.6 16V E-torq se mostra bem adequado aos 1.090 kg do carro. A potência máxima varia entre 115 cavalos com gasolina e 117 cv com etanol, alcançada, em ambos os casos, às 5.500 rpm. E, mesmo sendo um motor de quatro válvulas por cilindro, há boa oferta de torque em baixas rotações, considerando que a força máxima, de 16,2 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol, é obtida em 4.500 rpm.
Isso gera dois resultados. O primeiro é que o Palio Sporting é um carro esperto, tanto em arrancadas quanto em retomadas, comportamento que também tem o câmbio bem escalonado como um dos responsáveis. O segundo é que, dada a pouca diferença de desempenho do carro quando abastecido com gasolina ou etanol, o combustível derivado de petróleo acaba sendo muito mais vantajoso, devido à economia.

Com etanol, o carro fez 8,2 km/l em 320 km rodados. Já com gasolina esse número saltou para 12,4 km/l em 250 km rodados. Em ambos os casos o trajeto mesclou vias urbanas e rodovias. Em percurso estritamente rodoviário e abastecido com gasolina, o Palio marcou 14 km/l na viagem de 800 km entre São Paulo, Rio e São Paulo.

O Palio Sporting sequer se aproxima de ser um esportivo puro-sangue. Dentre os Fiat, essa é a função dos modelos T-Jet. O que não quer dizer que essa versão não tenha um tempero mais apimentado. Utilizando a metáfora do atleta de final de semana, o Palio Sporting abusa da produção -- e, se não é um artilheiro nato, ao menos produz alguns lances de efeito.

sábado, 14 de janeiro de 2012


Mercedes insiste em impor smart aos EUA, mas também tem o novo SL

Mercedes-Benz SL é apresentada pelo bigodudo Dieter Zetsche, chefão mundial da Daimler
  • Mercedes-Benz SL é apresentada pelo bigodudo Dieter Zetsche, chefão mundial da Daimler
A Mercedes-Benz se apresenta de Detroit num estande clean, simples até para o padrão da marca, que é premium mesmo aqui nos Estados Unidos. Apesar de contar com vários modelos híbridos, com os quais promete inundar o mercado local em breve, o foco volta-se permanentemente a duas de suas estrelas: a nova geração do conversível SL e o (inexplicável) smart for-us. A marca smart pertence à Daimler, também dona da Mercedes.

Carrinho alternativo na Europa, o smart fortwo propõe o uso racional do veículo para quem não precisa de potência demais e pode abrir mão do luxo para ganhar em praticidade. Nos Estados Unidos, nunca pegou justamente por ser pequeno demais, com aparência frágil, num país de gigantes. No Brasil, virou carro para quem quer ostentar.

SMART PICAPE: PARA QUÊ?

  • AFP
    O smart for-us foi apresentado em Detroit como conceito de picape urbana elétrica, mas o fato...
  • Eugênio Augusto Brito/UOL
    ...é que o carrinho mal consegue transportar uma bicicleta em sua diminuta caçamba
Seria muito mais útil à Daimler investir num modo de contra-atacar o avanço da BMW nos EUA, que tomou a liderança da Mercedes entre marcas de luxo em 2011, com 248 mil unidades vendidas contra 245 mil da fabricante de Stuttgart. Por isso é de estranhar a insistência da marca alemã em ampliar a família do smart  -- desta vez, a novidade é um conceito de picape, que parece uma mistura de Volkswagen Saveiro com o conceito forvison (mostrado em Frankfurt, em 2011).

Uma animação toda emocional mostrou que o americano sempre se valeu de veículos de quatro rodas, dois lugares e espaço para carga, do tempo das caravanas pioneiras rumo ao oeste aos atuais e enormes trucks. Mas o for-us (trocadilho que pode significar "para nós" ou "para os Estados Unidos") não se encaixa muito no padrão de uso: a caçamba mal comporta uma bicicleta...

MERCEDES BEM
Assim, os visitantes do salão se encantam mesmo com o SL 2013. A nova geração do conversível se encaixa entre o invocado SLK e o superesportivo SLS AMG, e empresta o nome do lendário SL de 1952 -- aliás, o estande também expõe o segundo exemplar do 300SL fabricado em 1952 e agora restaurado.


O novo SL é equipado com motor V8 de 4,6 litros e 435 cavalos de potência, mas faz o 0-100 km/h em apenas 4,5 segundos também graças à carroceria totalmente de alumínio, que reduziu o peso em relação à antiga geração. O teto rígido do SL, feito de vidro, é similar ao utilizado no SLK e pode ficar translúcido ou opaco a um toque de botão. Que é dispensado na hora de abrir o porta-malas: basta posicionar o pé sobre a área para que a tampa se mova -- algo útil para os endinheirados compradores do modelo.

O valor ainda não foi definido, mas é certo que o carro chega ao Brasil no segundo semestre -- antes, desembarcam no país a nova geração do Classe B (mais esportivo, menos monovolume), ainda no primeiro semestre, e o novo ML.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012


Acura NSX revive nome mítico e faz estreia real e virtual

  • Visual agressivo e motorização híbrida: o NSX Concept é um esportivo dos novos tempos
    Visual agressivo e motorização híbrida: o NSX Concept é um esportivo dos novos tempos
O Honda NSX, vendido como Acura NSX nos Estados Unidos, foi lançado em 1990 e é uma das joias da indústria automotiva do Japão, chegando a merecer o apelido de "Ferrari japonesa". Originalmente construído com um motor 3.0 V6 central traseiro, ele se aproveitava da experiência da Honda na Fórmula 1 e contou com o auxílio do tricampeão brasileiro na categoria, Ayrton Senna, em seu desenvolvimento.

O NSX original saiu de linha em 2005, mas o conceito apresentado no Salão de Detroit praticamente sacramenta o retorno da sigla a um carro de produção. Por ora chamado deAcura NSX Concept (trata-se da marca de prestígio da Honda), ele deverá ganhar as ruas em até três anos. Ao que tudo indica, no entanto, os donos do videogame Playstation 3 poderão experimentar o carro antes. Isso porque o jogo Gran Turismo 5 deverá ter o Acura NSX Concept entre seus mais de mil carros, como pode ser visto no vídeo de divulgação abaixo. Assim, o novo NSX segue os passos do Hyundai Veloster Turbo, que fará sua estreia no jogo Forza Motorsports 4, exclusivo do console Xbox360, antes mesmo de chegar às ruas.
POTENTE E ECOLÓGICO
O NSX Concept pode ter um visual agressivo como o seu perfil baixo e sua frente angulosa sugerem. Porém, pelas especificações do carro divulgadas até o momento, ele deverá ser um verdadeiro amigo da natureza. O modelo será híbrido, associando um motor V6 central (aos moldes do NSX original) a três propulsores elétricos: um para as rodas traseiras e dois para as dianteiras. Essa configuração é o que a Honda chama de Sport Hybrid SH-AWD, um sistema que mescla a tecnologia híbrida e a tração nas quatro rodas para promover um ganho em dirigibilidade.
Já o motor V6 utilizará o famoso sistema VTEC da Honda, que permite a abertura variável das válvulas. Somado à injeção direta de combustível e a um câmbio de dupla embreagem, ele deverá dotar o carro de um desempenho digno de superesportivo. Mostra de que o NSX evoluiu sem perder suas raízes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Novo Dodge Dart, possível futuro Fiat, é mostrado por inteiro


  • Dodge Dart 2013: se a Fiat quiser, já sabe onde colocar seu emblema na grade frontal...
    Dodge Dart 2013: se a Fiat quiser, já sabe onde colocar seu emblema na grade frontal...
Um dia antes da abertura do Salão de Detroit 2012 à imprensa -- UOL Carros viajou aos Estados Unidos e prepara cobertura especial --, surgem na web fotos e um vídeo que revelam como é o novo Dodge Dart.

Trata-se de um sedã médio que nada tem a ver com a "banheira" quadradona que ficou conhecida no Brasil nos anos 1970 e 1980. O Dart 2013 também guarda pouca semelhança com o carro que substitui, o Caliber (que, aliás, nem é um sedã). Lembra mais o antigo Neon, que veio antes do Caliber. Seu perfil ascendente, com traseira curta e volumosa, pode ser comparado a carros mais modernos, como Honda City e especialmente o Ford New Fiesta.

Os detalhes técnicos do novo Dart serão conhecidos a partir desta segunda-feira (9), mas já se sabe que um dos motores será o MultiAir 1.4 turbo, assinado pela Fiat -- nova dona da Chrysler e, consequentemente, da Dodge. A plataforma do novo sedã vem do Alfa Romeo Giulietta (a Alfa pertence à Fiat).

ASSISTA AO VÍDEO DO NOVO DART

Especula-se que o modelo possa ser trazido ao Brasil, no que seria o segundo caso de "rebadging" da Fiat em nosso mercado -- o primeiro foi o Freemont, crossover baseado no Dodge Journey e lançado por aqui em 2011. A estratégia tem se repetido na Europa, onde houve o rebadging de modelos Chrysler, como o 200 e o 300, para o catálogo da Lancia (sim, outra marca da Fiat).

No caso do Dart, a proposta para o Brasil seria a de oferecer um novo sedã médio, mais evoluído que o Linea (que, afinal, tem DNA "emergente"), ao qual substituiria. Na dianteira do sedã ficou fácil colocar o emblema da Fiat no centro da cruz formada pelas barras da grade frontal. O divertido é imaginar o que a fabricante teria de fazer com as arrojadas lanternas da traseira do Dart, que lembram muito as do Charger e nada têm a ver com a escola de design da Fiat.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


Ford mostra como será a nova geração do EcoSport

  • Mercadante, Marcos de Oliveira (presidente da Ford regional), Rogélio Golfarb (executivo da Ford) e Wagner apresentam protótipo da nova geração do EcoSport em Brasília (DF)
    Mercadante, Marcos de Oliveira (presidente da Ford regional), Rogélio Golfarb (executivo da Ford) e Wagner apresentam protótipo da nova geração do EcoSport em Brasília (DF)
A Ford fez nesta quarta-feira (4), em Brasília (DF), o que ela chamou de "pré-apresentação mundial" do novo EcoSport, SUV compacto que se transforma no segundo produto global da nova fase da empresa -- o primeiro foi o New Fiesta. O jipinho tem DNA brasileiro em seu desenvolvimento e será fabricado em Camaçari (BA), na unidade local da Ford, assim como em outros mercados emergentes ao redor do planeta.
A apresentação brasileira ocorreu simultaneamente com a da Índia, por ocasião do Salão de Nova Déli, mas nos dois locais o que se viu foi uma versão conceitual do EcoSport, com traços típicos de um protótipo -- grade frontal exagerada, iluminação de faróis e lanternas feitas por LED. A versão final do modelo, que deve ir para as ruas, será conhecida em alguma data ainda não divulgada de 2012.
  • Divulgação
    Lateral com linhas ascendentes e vincos pronunciados, característica do padrão Kinetic da Ford, alinha novo EcoSport a modelos como o New Fiesta e o deixa muito mais moderno que concorrentes imediatos. Estepe continua, no entanto, sendo ostentado na tampa traseira
A plataforma do modelo é a mesma do New Fiesta, que também poderá ser fabricado localmente num futuro próximo, se as condições se mostrarem favoráveis. O governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, estiveram presentes ao evento em Brasília. Na Índia, o presidente mundial da Ford, Alan Mulally, foi o convidado de honra.
Naquele país, aliás, o novo EcoSport será um dos oito lançamentos da Ford para o ano. No Brasil, o novo EcoSport deve chegar até o meio do ano, em meio a uma corrida contra o relógio da Ford -- a urgência deve-se ao fato de que o nicho dos SUV compactos não é mais exclusividade de seu jipinho.
A Renault acertou a mão ao lançar o Duster, que rapidamente ultrapassou o rival da Ford em número de emplacamentos. Um concorrente à parte é o Hyundai Tucson, que virou SUV de entrada da marca sulcoreana. Para piorar o quadro, a Renault (5ª maior) ameaça superar a Ford (4ª maior) no ranking nacional das fabricantes. A Hyundai vem logo atrás, em 6º lugar.
  • Divulgação
    Traseira conta com lanternas que se afunilam em direção ao centro do carro, a exemplo de modelos como Mitsubishi ASX, novo VW Tiguan, Hyundai ix35. Estepe continua "pendurado".
ACARAJÉ GLOBALIZADO
As autoridades presentes ao pré-lançamento mostraram entusiasmo pelo carro. O governador Wagner, que há pouco comemorou a futura instalação da JAC Motors em seu Estado, puxou o acarajé para si: "O Brasil começou na Bahia, a Bahia é a cara deste nosso país mundial", afirmou. "A criatividade do povo brasileiro está nesse modelo feito em Camaçari".
Já Mercadante, a poucos dias de mudar-se para o Ministério da Educação, lembrou que, "num momento de crise nos países mais ricos, este é um carro lançado simultaneamente em dois BRIC, Brasil e Índia". De modo meio desajeitado, garantiu: "O novo EcoSport terá muito axé!"
Mulally, ocupado com o evento da Índia, enviou uma mensagem gravada previamente para elogiar o trabalho da equipe brasileira que desenvolveu o EcoSport. Terminou sua fala com um curioso "The South-American team rocks!", algo como "Vocês, da Ford sul-americana, são do balacobaco". (A empresa raciocina em termos continentais, e não de países.)



O novo EcoSport será fabricado no Brasil, na Índia e também na Tailândia, de onde será enviado aos mercados sul-americano, africano e asiático. No resto do mundo, o futuro EcoSport será equipado com a nova família de motores EcoBoost -- com tecnologia de ponta, injeção direta de gasolina e turbocompressão, o bloco de 1 litro pode entregar potência similar a um motor 1.6 tradicional, mas com consumo 20% menor, segundo promessa da fábrica.
  • Divulgação
    Protótipo do novo EcoSport também foi apresentado na Índia, com a participação de executivos da Ford americana. Presença do modelo em países desenvolvidos não é prevista pela Ford -- para esses mercados haverá o novo Escape/Kuga -- mas também não foi descartada
A motorização do modelo a ser vendido no Brasil ainda não foi confirmada pela fabricante. O que se sabe é que a Ford terá uma nova linha de produção de motores no Nordeste, que consumirá R$ 400 milhões --  além dessa nova fábrica, de onde poderiam sair os tais motores EcoBoost segundo algumas previsões, há ainda a unidade de Taubaté, que produz a linha Sigma, utilizada atualmente no Focus 1.6, no New Fiesta e que poderia muito bem equipar o novo EcoSport.  

VEJA MAIS DETALHES DO DESENVOLVIMENTO DO ECOSPORT

  • Vídeo de divulgação (narrado em inglês) mostra a concepção do conceito do novo EcoSport, que ficou a cargo da Ford do Brasil. Modelo que será lançado ainda em 2012 é um projeto global
HISTÓRIA
O Ford EcoSport foi lançado no Brasil em 2003, com a original proposta de ser um "jipinho urbano": capaz de rodar bem na cidade e ao mesmo tempo conferir um caráter de "aventureiro" a seus donos. Também surfou na onda dos carros "altinhos", adorados pelas mulheres. A mania dos "off-road light", do tipo Volkswagen CrossFox, serviu para chancelar o EcoSport (desde sempre com estepe na tampa traseira) como um modelo mais autêntico e permitiu que entregasse mais de 750 mil unidades em quase nove anos de mercado.

COMO ELE FOI, COMO ELE É

  • Divulgação
    No alto, à esquerda, o EcoSport lançado em 2003, apenas com motores a gasolina e até uma (hoje impensável) versão 1.0; a plataforma era a do atual Fiesta Rocam. Posteriormente o modelo ganharia opção de tração 4x4 e motores flex. O carro vermelho mostra a primeira reestilização, que deixou o EcoSport mais agressivo. Abaixo, dois exemplares do carro que ainda pode ser encontrado nas lojas, com a dianteira imitando um Land Rover.
A inspiração era no norte-americano Ford Escape, mas a plataforma era a mesma do atual Fiesta Rocam, e a primeira geração colocionou críticas quanto a acabamento, ruídos e desempenho (chegou a haver uma versão com o malsucedido motor 1.0 sobrealimentado). Em 2004 estreou a versão com tração 4x4.

O primeiro facelift foi em 2007, deixando o modelo mais agressivo visualmente e corrigindo problemas internos -- mas então o jipinho já era um sucesso.

segundo facelift, de 2009, estampou o nome do modelo acima da grade frontal, como se fosse um mini-Land Rover. Mas desde quando a Ford apresentou o New Fiesta sedã à imprensa brasileira, em meados de 2010, já se sabia que um novo EcoSport, muito mais moderno e baseado na nova plataforma global, aposentaria o atual jipinho.

A primeira pista do design veio com o conceito Vertrek, mostrado no Salão de Detroit 2011 e posto em prática na nova geração do Escape, exibida no Salão de Los Angeles em novembro último. (Com Eugênio Augusto Brito, da Redação)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


Nissan Frontier Attack deixa mimos de lado e se concentra em ser forte

  • A picape da Nissan vai muito bem no asfalto, mas mostra que gosta de estar fora dele
    A picape da Nissan vai muito bem no asfalto, mas mostra que gosta de estar fora dele
O mercado brasileiro de carros viu, nos últimos anos, a ascensão das "picapes urbanas". A Toyota Hilux pode ser considerada um estandarte desse movimento, reunindo posição de dirigir similar a dos sedãs, interior recheado de conforto e, praticamente um item indispensável para esse tipo de carro, câmbio automático.
Esse tipo de configuração afasta esses carros de qualquer atividade que envolva levar cargas ou encarar a terra. Ao invés disso, eles são destinados a encarar o trânsito nas grandes cidades ou então realizar visitas nada ousadas a shopping centers, onde a maior dificuldade é encontrar uma vaga na qual eles caibam.
Considerando esse cenário, a Nissan Frontier Attack mostra-se como uma picape "de raiz". Mesmo em sua versão mais luxuosa, LE -- equipada com câmbio automático e motor com calibragem mais forte --, ela não deixa de lado sua vocação desbravadora. Se levarmos em conta a versão SE equipada com câmbio manual de seis marchas e tração 4x4, avaliada porUOL Carros, a Frontier Attack pode ser considerada um verdadeiro trator homologado para as ruas.
SÉRIE ATTACK: O RETORNOO sobrenome Attack esteve presente na linha Frontier entre 2005 e 2008 e designava uma série especial com visual mais esportivo. Isso incluía adesivos espalhados pela carroceria, rodas diferentes e outros adereços estéticos. Em seu renascimento, ocorrido em agosto de 2011, o que era uma série especial se transformou em uma versão oficial, que passa a ocupar o topo da gama Frontier. As versões (e preços) são os seguintes:

Nissan Frontier SE Attack 4x2 (MT) -- R$ 93.990
Nissan Frontier SE Attack 4x4 (MT) -- R$ 100.990
Nissan Frontier LE Attack 4x4 (AT) -- R$ 127.490
E, assim como na edição especial, o diferencial mais aparente da versão Attack é o apelo visual. Itens como rodas, grades, maçanetas e retrovisores em cinza escuro, faróis com máscara negra e adesivo na carroceria deixam a picape mais agressiva e são adições de bom gosto. Mas não é só de aparência que vive essa versão. Os pneus são de uso misto (uma ótima notícia para aqueles que querem fazer uso da marcha reduzida presente nas versões 4x4) e também há estribos no teto, caso a caçamba não se mostre suficientemente grande. E isso não é muito difícil de acontecer, já que a versão Attack é oferecida somente com cabine dupla e, portanto, tem menos espaço para o transporte de cargas.



INTERIOR SIMPLESEsqueça sensores de estacionamento, ar-condicionado com diferentes zonas de temperatura, tela de LCD no painel ou equipamentos do tipo. Concentrando-se na versão avaliada (SE 4x4), a Frontier Attack é uma picape rústica. Não nega a seus ocupantes confortos como ar-condicionado, som com MP3, direção hidráulica com ajuste de altura, travas, espelhos e vidros elétricos, ou equipamentos de segurança como airbag duplo e freios ABS com EBD. Mas é só. Mesmo equivalente com as principais concorrentes, quem procura outros mimos pode se decepcionar com o fato da picape custar R$ 100.990, um valor alto que pressupõe um recheio mais farto.
Com a picape em movimento, os ocupantes viverão experiências distintas dependendo do assento no qual se encontram. Quem vai na frente encontra um rodar razoavelmente confortável para um veículo do tipo. Sacolejos só serão sentidos em casos mais extremos, o que garante uma boa experiência a bordo. Já no banco traseiro, a coluna dos passageiros será menos poupada. Culpa do eixo rígido na traseira, configuração típica de veículos mais parrudos e que garante a robustez da picape, mas cobra o preço por isso em conforto. Não é o carro mais indicado para, por exemplo, levar os filhos para a escola. Na primeira lombada, há o risco de ver crianças quicando pelo banco traseiro.
ADEQUADA À CIVILIZAÇÃO
UOL Carros andou por cerca de 600 km com a picape, mesclando praticamente todo tipo de piso e situação. Apesar do tamanho (5,23 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,78 metro de altura), a picape se saiu bem no trânsito pesado. Mérito da boa visibilidade proporcionada pela área envidraçada e pelos espelhos retrovisores, que ajudam a evitar sustos e minimizam riscos aos outros carros e motos.
A Frontier Attack também se mostrou ágil, com uma boa combinação entre o motor turbo diesel 2.5 de 144 cavalos de potência e 36,3 kgfm de torque e o câmbio de seis marchas. A transmissão merece um capítulo à parte. A relação de marchas é excelente, porém o acionamento do conjunto requer alguma disposição do motorista, já que os engates são longos e um pouco duros. Nada que não seja possível se acostumar com o tempo, entretanto.
Na hora de encarar a estrada, outra surpresa. Em nenhum momento a picape transmitiu insegurança. Firme, ela encara curvas sem hesitar, bastando apenas que o motorista leve em consideração as quase duas toneladas do modelo e fique atento a qualquer desnível no pavimento. Tanto na estrada quanto na cidade, a Frontier Attack mostrou apetite comedido. A média de consumo apresentada girou em torno dos 8 km/l, o que dá uma autonomia de mais de 600 km para o veículo.
  • Murilo Góes/UOL
    Com a tração 4x4 acionada, a Frontier Attack fica bem estável mesmo andando na terra
CONTATO COM A NATUREZA
Aprovada no teste do asfalto, era hora de sujar um pouco a Frontier Attack. E foi na terra que o carro mostrou sua face mais divertida. Na grama, na lama ou na terra batida, não teve tempo ruim para a picape. E os motoristas mais ousados podem se divertir bastante em estradas sem pavimento, principalmente se utilizarem a picape com a tração 4x2 selecionada. Nessas condições, a suspensão traseira firme faz a picape sair de traseira nas curvas. Para aqueles que preferem segurança total, basta selecionar a tração 4x4 e ter um passeio mais tranquilo.
Os pneus de uso misto evitaram qualquer decepção na hora de encarar pisos molhados. garantindo tração total. E, em casos mais extremos, basta selecionar a tração 4x4 reduzida para fazer a picape passar ilesa por atoleiros ou então subir ou descer de barrancos. Bons ângulos de ataque (32º) e de saída (24º) também garantem a integridade da carroceria.
A empolgação proporcionada pela Frontier Attack na terra denuncia o habitat dessa picape. Não quer dizer que os pretendentes a terem um exemplar do carro para rodar na cidade irão se decepcionar, já que ela também vai bem nessas condições. Mas, certamente, quem resolver desbravar a natureza a bordo dessa Nissan vai se divertir muito mais e só terá dor de cabeça se resolver lavar a picape por conta própria após uma sessão de lama.