sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Mitsubishi lança Mirage, seu carro de baixo custo

A Mitsubishi aposta alto no Salão de Tóquio. É em casa que a montadora japonesa vai mostrar seu novo compacto global, o Mirage. Versão final do conceito Global Small Concept, revelado em março no Salão de Genebra (Suíça), o hatchback será um modelo de baixo custo e terá como foco os países emergentes, o que justifica sua produção inicial na nova fábrica da marca na Tailândia.

Mitsubishi Mirage - foto Divulgação

Mitsubishi Mirage - foto Divulgação

Mitsubishi Mirage - foto Divulgação
Com visual simples, o Mirage será vendido no mundo todo

Sem grandes ousadias estilísticas, o Mirage tem visual simples, mesmo recurso adotado pela Nissan com o March. Não agrada, mas também não desagrada, algo fundamental para um carro global de grande volume de vendas. O interior segue a receita da carroceria, com traços bastante comuns no painel.

Além do custo de produção reduzido, que resulta em um preço de venda baixo (1 milhão de yenes no Japão, cerca de R$ 22.800), o Mirage terá manutenção barata e baixo consumo. Seu motor 1.0 de três cilindros utiliza sistema Auto Stop & Go e câmbio CVT. De acordo com a Mitsubishi, o consumo médio é de 30 km/l.

As vendas na Tailândia e no Japão começam em março do próximo ano. No Brasil, sua produção não pode ser descartada. A Mitsubishi possui fábrica em Catalão (GO) e, depois de investir por anos apenas nos utilitários esportivos, volta a comercializar o Lancer em versões mais baratas e menos potentes.



FONTE:http://www2.uol.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MV Agusta F3 Serie Oro e F4 RR Corsa Corta serão vendidas no Brasil

Os grandes destaques da MV Agusta no Salão de Milão (ITA), EICMA 2011, foram a esportiva F3 e a naked Brutale 675, ambas equipadas com motores de três cilindros em linha com 675 cc de capacidade cúbica. Mas nos bastidores da maior feira de motocicletas do mundo a marca de Varese e a brasileira Dafra anunciaram que a F3 Serie Oro e a F4 RR Corsa Corta serão importadas com preços de R$ 170 mil e R$ 150 mil, respectivamente. Ou seja, peças de colecionadores.
A F3 Serie Oro é limitada a 200 unidades
“Inicialmente começaríamos as importações apenas da Serie Oro, já que tínhamos alguns clientes brasileiros nos procurando para adquirir a motocicleta. Mas, também recebemos pedidos de interessados na F4 RR Corsa Corta. Por isso, decidimos comercializar ambos os modelos”, explica Marcus Vinícius S. Santos, gerente da MV Agusta Brasil, dizendo que os  modelos chegam ao país em fevereiro de 2012 em edições limitadas.
Com edição limitada em 200 unidades, a esportiva F3 Serie Oro está equipada com motor três cilindros de 675cc de capacidade pública, além de peças em fibra de carbono, suspensão e amortecedor de direção Öhlins, pinças dianteiras em monobloco, pedaleiras do piloto ajustáveis, banco em couro e placa de identificação em ouro, constando o número de série da motocicleta. Além disso, o novo proprietário da F3 Serie Oro recebe um kit especial, que remete aos três pistões do motor que a equipa, contendo a chave e o certificado de autenticidade. Preço: R$ 170 mil.
O certificado do proprietário da F3 Serie Oro foi inspirado no motor tricilíndrico que a equipa
Já a versão da supersportiva F4, a RR Corsa Corta conta com propulsor de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 998 cm3 de capacidade cúbica, que gera 201 cv a 13.400 rpm potência máxima de. Com esse desempenho, a F4 RR Corsa Corta é uma das poucas motocicletas do mundo a contar com um motor de mais 200 cv. O preço sugerido será de R$ 150 mil. (Por Aldo Tizzani)
A F4 Corsa Corta será vendida no Brasil por R$ 150 mil

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011


Em sua ressurreição, Fiat Palio começa em R$ 30.990 e chega a R$ 42.490



Ao completar 35 anos de operação no Brasil, a Fiat escolheu a nova geração do Palio como autopresente de aniversário. O hatch compacto está sendo lançado em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais -- bem ao lado da cidade-sede da marca, Betim. Até o governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB), participa do jantar de apresentação na noite desta sexta-feira (4).

A fabricante informou os preços oficiais da gama do hatch, que oferece três pacotes, três motores e dois câmbios. São, ao todo, seis versões, nas lojas já a partir deste fim de semana:

Palio Attractive 1.0 -- R$ 30.990
Palio Attractive 1.4 -- R$ 34.290
Palio Essence 1.6 -- R$ 37.990
Palio Essence 1.6 Dualogic -- R$ 40.490
Palio Sporting 1.6 -- R$ 39.990
Palio Sporting Dualogic -- R$ 42.490


O modelo 2011 do Palio, que pode ser descrito como sua 4ª geração, fracassou nas vendas e ajudou a empurrar o hatch do segundo para o atual sétimo lugar no ranking nacional de automóveis e comerciais leves -- no qual a dobradinha Uno/Mille garante a vice para a Fiat. Como castigo, deixa de existir. O Palio de entrada que continuará nas lojas é o atual Fire 1.0, correspondente à 3ª geração.

A tentativa de recolocar o Palio como player vigoroso entre os hatches compactos -- a rigor, uma ressurreição do modelo -- usa os elementos previsíveis: o carro ficou um pouco maior, buscou referências de design testadas e aprovadas em outros modelos da própria Fiat, e ainda ganhou conteúdos que não tinha.

O próprio slogan do novo Palio confessa seu mau momento: "Apaixone-se de novo".
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    Palio 2012 (na foto, o Attractive): traços reciclados de forma competente e conteúdo reforçado

O visual do novo Palio mistura na dianteira uma grade negra no parachoque, como a do Uno; logotipo e filete cromado no capô iguais ao do Cinquecento; e um feeling geral de Punto/Bravo, pelo tamanho e principalmente por causa dos faróis. A lateral tem linhas ascendentes que lembram mutíssimo -- sim, sim -- o arquirrival Gol, enquanto o arremate do envidraçamento e a coluna C fazem pensar num hatch de porte médio. Na traseira, o Uno é de novo a referência no parachoque, mas as lanternas, pela primeira vez no Palio, sobem pelas laterais da janela, e têm uma inserção nos paralamas que faz lembrar o Renault Sandero -- um dos rivais mais tenazes do carro da Fiat, surgido enquanto o Palio derrapava na 4ª geração.

Outros contendores, a depender das versões, são: Chevrolet Agile e Corsa, Ford Fiesta Rocam, Volkswagen Gol e Fox, Citroën C3, Peugeot 207, Kia Picanto e Nissan March(com motor 1.6). Todos esses carros são hatchbacks e estão na faixa de preços que começa com "3", alguns deles invadindo a que inicia com "4". 

A gama de motores traz o 1.0 EVO de 8 válvulas (Attractive), capaz de entregar 73/75 cavalos de potência (gasolina/etanol) a 6.250 rpm e 9,5/9,9 kgfm de torque a 3.850 rpm; o1.4 EVO 8V (Attractive), com 85/88 cv a 5.750 rpm e 12,4/12,5 kgfm a 3.500 rpm; e o mais refinado 1.6 E-torq (Essence e Sporting) com 115/117 cv a 5.500 rpm e interessantes 16,2/16,8 kgfm a 4.500 rpm. Como se vê, no caso deste último motor os números justificam o nome. O câmbio pode ser mecânico ou o automatizado Dualogic, disponível apenas com o propulsor maior.

Os pacotes de série de cada versão, seguindo fielmente as informações da Fiat, são os seguintes:

VÍDEO OFICIAL DO NOVO PALIO

Attractive 1.0 -- Parachoques, retrovisores e maçanetas na cor do veículo; direção hidráulica; pneus verdes, desembaçador temporizado e limpador/lavador traseiro; comando interno de abertura do porta-malas e do reservatório de combustível; computador de bordo com indicadores de distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso; relógio digital; iluminação no porta-malas; luz de leitura dianteira com dimmer; console central com porta-objetos e porta-copos (dois dianteiros e um traseiro); bolsas porta-objetos nas portas dianteiras; porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros; porta-luvas inferior e superior (este quando não houver airbag); retrovisores externos com comandos internos manuais; parabrisa degradê; parassóis com espelho do lado do motorista e do passageiro; e alerta de limite de velocidade e manutenção programada.

Alguns opcionais: ar-condicionado; volante em couro com comandos de rádio; parabrisa térmico; vidros elétricos dianteiros e/ou traseiros; travas elétricas nas portas e trava acionada a partir de 20 km/h; retrovisores externos com regulagem elétrica; abertura elétrica do porta-malas apertando o emblema da Fiat (logo push); airbags frontais; ABS (antitravamento) e EBD (distribuição de força) nos freios; sensores crepuscular e de chuva; espelho retrovisor interno eletrocrômico; auto-rádio CD player com ou sem entrada USB e para iPod; rodas de liga-leve 14"; faróis de neblina; defletor traseiro; e chave tipo canivete com telecomando.
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    Traseira mostra mudança mais radical do Palio, que ganhou lanternas verticalizadas
Attractive 1.4 -- O recheio dessa versão inclui todos os itens da 1.0 e incorpora alguns opcionais: travas; logo push; vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento; iluminação do porta-luvas; volante com regulagem de altura; faróis de neblina; chave canivete com telecomando; alças de segurança traseiras; apoia de pé para o motorista; porta-objetos móvel; e porta-óculos. Os opcionais são os mesmos da 1.0 (excetuando os itens acima) mais rodas de liga leve aro 15".

Essence 1.6 -- Mesmo conteúdo da Attractive 1.4, acrescido de: ar-condicionado; detalhes cromados no interior; banco do motorista com regulagem de altura; indicador de temperatura externa; luzes de leitura dianteiras com spot; e rodas de liga aro 15". O opcional mais relevante são os airbags laterais. Quando dotado de câmbio Dualogic, o Palio Essence traz também controle de cruzeiro e, como opcional, aletas para troca de marchas atrás do volante.

Sporting 1.6 -- A versão esportiva (ou esportivada) do Palio traz o pacote da Essence somado a uma infinidade de itens decorativos, dentre os quais podemos citar: defletor esportivo preto na traseira; faixas Sporting nas laterais e na tampa traseira; mini-saias laterais esportivas pretas; moldura cromada no paralama dianteiro; molduras nas caixas de roda; ponteira de escapamento dupla cromada; revestimento externo esportivo nas colunas das portas; spoiler esportivo preto nos parachoques; faróis biparábola com moldura e canhões negros; rodas de liga aro 16" calçadas com pneus 195/55; cintos de segurança, pedais, soleira interna nas portas, pomo do câmbio, maçanetas internas e aros dos alto-falantes com "acabamento esportivo"; volante em couro; carpete com a inscrição Sporting. O câmbio Dualogic também dá direito ao cruise control. Entre os opcionais, citamos: ABS/EBD; airbags dianteiros e laterais (podem ser comprados separadamente); sensores de chuva e crepuscular; retrovisor interno eletrocrômico; kit de parafusos antifurto nas rodas; dois modelos de rádio CD player; vidros elétricos traseiros e comandos do rádio no volante.

AS GERAÇÕES DO FIAT PALIO

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    Lançada em 1996, a primeira geração do Palio tinha apenas duas versões: EL 1.5 8V e 1.6 16V; a ED, da foto, chegou em seguida, junto com a EDX
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    A segunda geração, de 2001, é considerada apenas uma reestilização do modelo compacto
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    A terceira geração, de 2003, trouxe o visual que muitos consideram como o melhor da família Palio
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    A quarta geração, de 2007, se inspirou no Grande Punto europeu, mas foi apelidada de "Palio chinês"
As versões Attractive e Essence, que têm visual comedido na comparação com a Sporting, podem receber personalização por meio de adesivos externos -- é a tendência do "tuning de fábrica". O Palio Attractive 1.0 deve responder por 50% dos emplacamentos, e a 1.4 por 30%. Essence e Sporting ficam com 10% cada, segundo as projeções da Fiat.

O Palio 2012 tem garantia total de um ano, sem limite de quilometragem -- uma temeridade num mercado em que uma cobertura de três anos começa a se firmar como padrão. No entanto, há a oferta de assistência 24 horas com serviços como reboque, socorro mecânico e veículo reserva em todo o Brasil, além de revisões programadas a cada 15.000 km.  

PARA QUEM É O PALIO?
A lista de equipamentos do Palio deixa claro que o cliente, caso não queira levar a bem-recheada versão Essence, terá de se submeter ao quebra-cabeça de opcionais que marcas como Fiat e Volkswagen costumam oferecer para a montagem de seus carros mais baratos. Vale uma menção especial a disponibilidade de ABS e airbags desde a versão de entrada -- ainda que como opcionais (a partir de 2014, deverão ser de série em todos os carros vendidos no país). Como contrapartida, o ar-condicionado é tratado como um "luxo" que, vamos fazer de conta, nem todo mundo aprecia/merece...

No ano em que faz 35 anos de Brasil, a Fiat assistiu ao sucesso do Uno e ao promissor lançamento do Freemont, primeiro fruto de sua aliança com a norteamericana Chrysler e também primeiro crossover da marca em todo o mundo. Além disso, dificilmente a Fiat deixará de ser, outra vez, a campeã de vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil, com vantagem de cerca de 10% sobre a vice Volkswagen.

Nada disso afasta a percepção de que a Fiat negligenciou o Palio, ao menos a partir de 2007, quando a criticada 4ª geração -- para quem segue a conta da Fiat, pois há que defenda que o modelo 2012 é a segunda geração -- chegou e não agradou. Verdade que o Gol G4 não merece mais nem ser mencionado, mas quem é líder tem gordura para queimar.

Com o modelo 2012, a fabricante italiana joga uma cartada de olho num consumidor multifacetado e difícil de agradar: ele é mais refinado que o do próprio Palio atual; mais racional que o do Punto (carro que deve levar um baque nas vendas); mais conservador que os fãs do novo Uno; mais rico que o do Mille; mais pobre que o do Bravo. Numa palavra, é um carro sob medida para a tal classe C, mas a caminho de ser, ou sonhando em ser, classe B.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


PREPARADORA ALEMÃ LEVA FERRARI SA APERTA À 900 CV


Para muitos, mexer em uma Ferrari é um sacrilégio. Os italianos ficam meses se matando entre mexer no carro e comer uma macarronada, para depois um mecânico, tentando melhorar o carro, destrua sua obra. Porém, eles não podem reclamar do trabalho dos alemães da Novitec Rosso.
Especializados em preparação de carros da montadora italiana, eles pegaram uma das Ferrari mais raras já lançadas, a Ferrari SA Aperta, e espremeram o motor até que ele conseguisse produzir impressionantes 900 cv (888 hp) e um torque de 87,9 mkgf. Isso significa que ela vai de 0-100 km/h em apenas 3,1 segundos. 14 segundos depois, o conversível alcança 300 km/h e continua correndo até o limite de de 341 km/h!

Se eu fosse um dos 80 sortudos que possuem uma Ferrari SA Aperta, parava o que estava fazendo e ligava para o pessoal da Novitec Russo. Afinal, não é todo dia que encontramos alguém capaz de melhorar uma Ferrari. Como não sou, vou continuar olhando a galeria de imagens e babando por essa máquina.Essa bruxaria é feita com a adição de dois superchargers ao motor 6.0 V12. Com tanta potência, o carro precisou de um intercooler especial para não estragar o motor.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


MG550 não convence e é lembrado apenas como exótico e caro

  • MG550 é vendido no país como carro de estilo, repleto de itens de conforto, por quase R$ 95 mil
    MG550 é vendido no país como carro de estilo, repleto de itens de conforto, por quase R$ 95 mil

A foto acima foi escolhida de propósito: este é o ângulo mais interessante do MG550, médio planejado na Inglaterra (lar da Morris Garages, ou MG), mas construído na China (terra da Saic, empresa que controla a quase centenária marca inglesa desde 2004). Repare nas formas ascendentes; na linha de ombros que se origina na ponta dos faróis, é sublinhada pelas maçanetas e dá origem à ponta das lanternas; no vinco que dá aspecto de solidez à estrutura das portas. Classudo e atraente, não? A Forest Trade, importadora do carro no Brasil, esperava que seus consumidores em potencial pensassem assim e se dispusessem a pagar quebrados R$ 94.789, valor alto, mas que deve subir ainda mais em dezembro, com a validação do super IPI.
Achou caro? Muita gente também acha o mesmo: o argumento de carro de estilo não pegou por aqui, e a venda dos modelos da MG (além do MG550, a marca traz também o estiloso fastback MG6, já testado por UOL Carros, e promete o MG750, sedã grande equipado com motor de seis cilindros de 201 cv) dá traço no "ibope" da Fenabrave.
O visual do MG550 como um todo também não ajuda muito. Apesar do perfil favorecido, a frente do sedã é no mínimo controversa -- em nossa opinião, ela é esquisita -- a ponto de ninguém ter nos abordado para saber mais sobre o carro, algo que raramente acontece durante os períodos de avaliação. Mas como opinião é algo válido apenas na escala individual, vá em frente e tome suas próprias conclusões analisando as imagens de Murilo Góes:
Um ponto da argumentação da importadora para cobrar o que pede pelo MG, no entanto, é sólido: o pacote de itens de série -- que, como explicamos na apresentação da marca em julho, corresponde ao nível de entrada da marca na Europa --  é generoso e inclui ar digital com duas zonas, bancos de couro (os dianteiros contam com regulagem elétrica, ainda que de uso complicado), câmera e sensores de ré, piloto automático, tela de LCD de 6,5 polegadas para o sistema de som, DVD player e telefonia com Bluetooth, persiana traseira, teto solar elétrico, rodas aro 17 calçadas com pneus 205/50, entre outros. A segurança conta com freios a disco autolimpantes, sistemas ABS (antitravamento), EBD (distribuição da força) e BAS (auxílio em emergência), controle de tração e estabilidade, sensores de chuva e de luz e seis airbags.
COMO ANDA
A força do conteúdo do MG550 agrada, mas não empolga. Tudo soa meio falso, como se algo estivesse faltando. A partida do motor feita com um empurrão da chave contra o painel e o quadro de instrumentos -- o conta-giros é centralizado e os mostradores apostam em cores fortes, com o vermelho sobressaindo -- flertam com uma certa esportividade. Nada disso, porém, combina com a sobriedade executiva de outros pontos da cabine. Mimos como o teto solar e a persiana elétrica do vidro traseiro aumentam o ego, que, no entanto, será arranhado junto com a pintura do para-choque dianteiro em caso de estacionamento mal-feito. E isso tem grandes chances de acontecer, uma vez que o modelo não conta com sensores dianteiros, embora tenha câmera de ré e sensores traseiros.
Há resquícios do antigo controle da BMW sobre a MG (ocorrido nos anos 1990) e isso fica bem claro no formato do sistema multimídia, bem parecido com aquele encontrado no Série 1, por exemplo. O som emitido dele, porém, não é cristalino, apesar dos oito falantes.
A mesma falta de sintonia pode ser dita do conjunto motriz: soa bem dizer que o MG550 é equipado com um quatro-cilindros 1.8 com turbo, capaz de entregar 170 cavalos a 5.500 giros com torque de 22 kgfm na faixa entre 2.500 e 4.500 rotações. Acontece que o câmbio tiptronic de cinco marchas não rege bem o conjunto. Há buracos de potência em baixas rotações, ruídos em excesso em retomadas e ultrapassagens... performance totalmente inesperada para um equipamento deste nível. Borboletas atrás do volante permitem o acionamento manual do câmbio, o que também pode ser feito na alavanca, mas nada disso adianta, uma vez que a caixa teima em não aceitar a intervenção do motorista em momentos cruciais. O resultado é que o sedã tem bom rendimento em plena aceleração, mas o motorista levará algum tempo até conseguir chegar lá.  O consumo ao final de 200 quilômetros rodados na cidade e na estrada ficou na casa dos 7 km/litro de gasolina.
A suspensão se mostrou confortável para a cidade, mas vacilante em situações em que um maior controle se faz necessários, como na estrada, em situações de maior velocidade. E mesmo com a presença de controles de tração e estabilidade, o terceiro volume se fez sentir em praticamente todas as saídas de curva e mudanças de trajetória, algo normal num sedã médio comum, mas irritante num modelo de maior valor agregado.
Falando claramente, este comportamento deveria ser evitado ou, pelo menos, amenizado pela tecnologia paga com quase R$ 100 mil. Tanto é assim que, após algum tempo, tudo o que conseguimos pensar é que, embora com um pouco menos de conforto (e em alguns casos, nem isso), estaríamos mais bem servidos num dos atuais sedãs médios de R$ 70 mil do mercado brasileiro, como por exemplo VW Jetta (este também tem uma versão mais cara e matadora), Renault Fluence (muito bem equipado e confortável desde a versão mais básica) e Mitsubishi Lancer (dono de desempenho avassalador).

O MG550 FAZ CURVAS NO KARTÓDROMO DA GRANJA VIANA


quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Peugeot revela 208 europeu, compacto que pode chegar ao Brasil em 2013


  • Visual do 208 vem do médio 508; base é do Citroën C3 europeu; dinâmica, do clássico 205
    Visual do 208 vem do médio 508; base é do Citroën C3 europeu; dinâmica, do clássico 205

LAÇOS DE FAMÍLIA

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    O novo 208 tem como missão substituir o mal-falado 207 europeu (primeira foto acima). Para tanto, busca inspiração em dois modelos caseiros.

    O primeiro é um antecessor direto, o 205 (segunda foto), compacto construído em 1983 e 1998, de quem deve herdar a dirigibilidade.

    A segunda inspiração é visual e vem do sedã médio 508 (não lançado no Brasil, onde temos o 408 concebido na China). Questão de RG.

A francesa Peugeot revelou nesta terça-feira (1) as primeiras imagens da nova geração de seu hatch compacto, que substituirá o atual 207 em 2012. Chamado de 208, o novo modelo será apresentado no Salão de Genebra, em março, e chegará às lojas do Velho Continente no segundo semestre. A parte que interessa aos brasileiros vem agora: especula-se que o modelo também virá ao Brasil, podendo ser construído na fábrica da PSA Peugeot-Citroën em Porto Real (RJ) a partir de 2013.
Se confirmada, a chegada do 208 nos mesmos moldes do europeu (ainda que simplificado em equipamentos, mas não em espaço e características) finalmente acabaria com a lacuna existente entre os mercados de lá e de cá -- por aqui, o 207 é apenas uma re-estilização do 206, a ponto de ser chamado na Europa, onde é vendido como modelo alternativo e mais barato, de 207 brasileiro ou ainda de 206+ (Plus).
COMO É O 208
Inspirado no 205 (veja ao lado) e no sedã 508, o novo modelo é menor, mais leve e ainda assim mais espaçoso que o 207 europeu: pesa 975 kg (173 quilos a menos), mede 3,96 metros de comprimento (7 centímetros mais curto), 1,49 m de altura (1 cm mais baixo) e 2,54 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 287 litros (15 litros a mais que o atual).
Como a dirigibilidade do 207 é um dos pontos mais criticados pelos europeus, o 208 deve ter uma mecânica modificada, a começar do volante, que se apresenta menor e mais leve, sendo complementado por um painel mais esportivo (a peça do Ford Fiesta é uma referência) e display central mais próximo do motorista e dotado de tela sensível ao toque.
A motorização também vai mudar, ao menos na Europa: os atuais blocos, que geram de 91 a 177 cavalos, serão substituídos por duas opções a gasolina, sendo um 1.0 que promete fazer 23 km/l e um 1.2 VTi (turbo), além de cinco opções a diesel. Nenhum dado de potência, porém, foi divulgado.
Os preços também não foram estabelecidos -- atualmente, a gama 207 é vendida na Europa com valor inicial equivalente a R$ 31 mil. Os rivais serão, entre outros, o Volkswagen Polo europeu (sem equivalente brasileiro), o Fiat Punto e até mesmo o Citroën C3 europeu (com quem o 208 compartilha plataforma).